Dia do(a) Assistente Social: uma profissão essencial para a juventude
15/05/2023

Dia do(a) Assistente Social: uma profissão essencial para a juventude

Dia do(a) Assistente Social: uma profissão essencial para a juventude

No dia 15 de maio, comemora-se o Dia do(a) Assistente Social. Essa data celebra uma profissão essencial para a sociedade, de forma especial, para a vida da juventude. O(A) assistente social é um(a) profissional capacitado para atuar em diversos campos, sempre buscando promover a igualdade social e o bem-estar dos indivíduos, sendo suas atribuições muito diversas, podendo variar de acordo com o campo de atuação e a área de especialização. Algumas das principais funções desempenhadas por um(a) assistente social são:

  • Planejamento, gestão e execução de programas e projetos sociais;
  • Atendimento e acompanhamento social;
  • Mediação de conflitos e promoção de diálogo social;
  • Defesa e garantia dos Direitos Humanos. 

Assim, conheça alguns(as) dos(as) Assistentes Sociais da Rede Salesiana Brasil que atuam diariamente na transformação de vida da juventude em situação de vulnerabilidade social do país:

 

Celso Kubichem Rodrigues

Centro Educativo Dom Bosco de Ji-Paraná (RO)

Inspetoria Salesiana São Domingo Sávio

 

COMO TUDO COMEÇOU PARA O CELSO

“As visitas domiciliares que realizei quando entrei na obra salesiana, para trabalho em uma oficina de serigrafia em maio de 2023, foram impactantes para mim, pois o acesso a outras realidades das famílias muitas vezes chocava de muitas formas. Isso me fez querer entender porque as pessoas estavam em condições tão precárias. Depois de certo tempo, organizei uma visita dos alunos a uma universidade aqui do município para que pudessem tirar dúvidas sobre a profissão que queriam escolher. Neste dia, vi uma apresentação do curso de serviço social e decidi fazê-lo. Foi a melhor escolha profissional que fiz!”

DESAFIOS E ALEGRIAS

“Estar permanentemente estudando e pesquisando sobre a realidade social é um desafio para os assistentes sociais, pois a efetividade e os resultados de sua ação dependem desta capacidade. A alegria é poder alcançar a transformação da realidade das famílias, seja por fazer valer um direito, ou ampliar novos direitos, ou ainda poder realizar projetos, bem como contribuir para a construção de leis. Quando você vê uma pessoa se beneficiando de um trabalho que tem a sua contribuição e ele transforma a vida de centenas, milhares de pessoas, não há melhor satisfação.”

A RIFA DO CAMINHÃO

“Certa vez, um benfeitor do município convidou quatro instituições para uma reunião e dentre elas estava o Centro Educativo Dom Bosco. Ele queria realizar uma doação de um veículo (um caminhão) para estas instituições e propôs a venda e divisão do valor para as quatro instituições. Porém, o valor do veículo variava entre 60 e 80 mil, então cada instituição poderia ficar com um valor entre 15 e 20 mil a depender do valor da venda. As instituições reuniram-se e resolveram fazer uma contraproposta: fazer uma rifa com 144 unidades no valor de mil reais cada, ao qual cada instituição ficaria responsável em vender 36 unidades. A ideia foi um sucesso e o valor arrecadado para cada instituição foi de 36 mil reais. O mais bacana foi que uma instituição ajudou a outra na venda das rifas e todas foram vendidas. E qual instituição vendeu o bilhete premiado? O Centro Educativo Dom Bosco!”

  

 

Charlene Lassalete Abreu Santana.

Centro Juvenil Dom Bosco, Fortaleza (CE)

Inspetoria Salesiana Maria Auxiliadora

 

A ASSITÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“Nossa atuação profissional foi e é fundamental! Atuamos nas mais diversas áreas, com contribuição significativa no atendimento à população, sempre na perspectiva de acesso e garantia de direitos, tanto na saúde, assistência e previdência social, o que se intensificou na pandemia. Com a necessidade de isolamento social, instalou-se a grande preocupação com o bem-estar e a saúde mental dos beneficiários. Buscamos alternativas e modos de reinventar o cotidiano dentro da realidade da distância, envolvendo familiares e/ou responsáveis. Todo esse trabalho fortaleceu o sentimento de pertencimento à instituição, o que é muito importante, especialmente naquela conjuntura. O maior desafio foi repensar e reinventar a intervenção profissional durante o período pandêmico, foi ultrapassar o que era do nosso cotidiano, afinal a maior parte dos profissionais trabalham em contato direto com a população. A maior alegria é saber que garantimos ao outro o pensar de sua condição humana, a busca e a concretização da superação.” 

RECEPÇÃO COM BALDE D’ÁGUA

“Foram tantas situações, por vezes inusitadas, provavelmente em todos os sentidos que se possa imaginar, mas lhe digo que a primeira não se esquece. Já fui recepcionada em uma visita domiciliar com balde de água e sabão, e garanto que a agilidade no desvio foi excepcional, na ocasião.”

  

 

Cristiane Machado de Souza

Instituto Medianeira - Casa Da Criança, Rio Pardo (RS)

Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

 

COMO TUDO COMEÇOU PARA A CRISTIANE

“A desigualdade social existe e, infelizmente, sempre existirá. O racismo, a discriminação de gênero, o preconceito, a disparidade de trabalho e renda só agravam a desigualdade brasileira, segui a carreira de Assistente Social por ser muito gratificante, apesar dos desafios. Vejo como uma profissão que tem como objetivo melhorar a vida da população, prestar apoio e amparar pessoas que por algum motivo não estão tendo total acesso aos seus direitos.”

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“O distanciamento é físico, não é social! Seguimos na linha de frente, sem fazer o isolamento social, e isso se dá pela natureza da nossa profissão, que age no caos da desproteção à vida. O Assistente Social seguiu seu papel, acolhendo as famílias, garantindo os vínculos entre os atendidos e a Obra Social, trabalhando no atendimento a demanda na perspectiva do acesso e garantia de direitos e acesso às políticas públicas. Pós-pandemia, as sequelas sociais que ficaram são enormes, inúmeras situações de vulnerabilidade social, desemprego, saúde mental abalada, luto pela perda de entes queridos, dificuldade de acesso aos serviços e políticas públicas. O Assistente Social tem seu papel na busca de uma sociedade mais justa e igualitária.” 

DESAFIOS E ALEGRIAS

“O maior desafio é enfrentar, de forma coerente e criativa, as situações de vulnerabilidade social, defendendo os direitos sociais, e lutar pela eliminação de todas as formas de preconceito, buscando a superação dessas situações e a melhor qualidade de vida dos usuários. A maior alegria é ver a emancipação dos atendidos, a superação das dificuldades enfrentadas e as famílias conseguindo ir em busca de melhor qualidade de vida para seus membros.”

BICHO-DE-PÉ DURANTE RESGATE

Quando iniciei minha carreira profissional a 18 anos atrás, trabalhei na Prefeitura Municipal de Rio Pardo - RS, o que me trouxe muitos aprendizados, pois foi o ano em que a Política Nacional estava sendo estruturada. Como uma iniciante, eu queria poder ajudar todos de todas as formas possíveis, e em meu município teve um episódio de enchente em um balneário e fui juntamente com a Defesa Civil ajudar nos resgates, atravessei de barquinho a remo a enchente para atender as famílias. Depois do acolhimento, como eu estava de sapato aberto, tipo sandália, no entra e sai da água eu peguei Tunga Penetrans, conhecido como bicho-de-pé, custei para perceber, mas fui ao posto de saúde e retiraram.”

 

Eliane Maria de Castro Silva

Inspetoria Salesiana São Luiz Gonzaga, Recife (PE)

 

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“O Assistente Social, assim como outros profissionais, ficou na comissão de frente e/ou na retaguarda do processo pandêmico com o qual todos nos deparamos e que norteou para os limites entre o profissional e o pessoal. Foi desafiador esse período, mas, apesar das restrições e medidas de segurança mundial, conseguimos contribuir no atendimento ao público beneficiário das Obras Sociais e dos Colégios Salesianos, com os cuidados devidos e respeitando as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pandemia ressaltou a fragilidade da sociedade, principalmente no que diz respeito ao sistema de garantia de direitos -  o acesso ao atendimento nas áreas da saúde, educação, alimentação, bens e serviços que permitiriam o bem-estar dessa população mais vulnerável, por vezes foi negado. Hoje continuamos com as mesmas problemáticas de acesso aos bens e serviços prestados pelas políticas públicas e o sistema econômico vigente continua a privilegiar uma pequena parcela da sociedade, acentuando ainda mais a desigualdade social. As restrições e perdas de toda ordem (humanas, materiais e financeiras), que abalaram a população de forma global, trazendo consequências físicas, psicológicas e comportamentais, que emergem da Questão Social em suas faces e configurações na atualidade, gerando novos desafios.” 

DESAFIOS E ALEGRIAS

“O maior desafio é assegurar que os beneficiários atendidos pelo serviço social tenham seus direitos constitucionalmente reconhecidos e efetivados, de forma igualitária e com equidade na sociedade. A maior alegria é quando encontro presencialmente e pelas redes sociais, os ex-alunos e ex-participantes dos projetos sociais sendo protagonistas e com seus Projetos de Vida concretizados (formados, trabalhando, sendo pais e mães...) mostrando que aquela semente que plantamos, cultivamos, renderam frutos e, de algum modo, fizemos a diferença na vida deles.

A “NOITE DO TERROR” DA ASSISTENTE SOCIAL

“Num passeio realizado pela Obra Social com os adolescentes entre 12 e 16 anos, fomos a um parque de diversão. Era o mês de outubro e o mesmo estava trabalhando a temática de “Noite do Terror”, onde uma das atrações era uma casa com personagens caracterizados de monstros. Um grupo de adolescentes pediu para eu acompanha-los, estava receosa de entrar (era medo mesmo), mas o grupo disse que ficariam junto de mim. Aí pensei: ‘eles estão com cuidado para comigo e, como educadora, a ‘assistência/presença’ faz parte. Assim fui. Minha gente, quando entramos, tudo estava escuro e não tinha como voltar, aí os ‘monstros’ começaram a correr atrás da gente e os meus ditos ‘protetores’ foram embora nas carreiras e eu fique para trás. Até hoje não sei quem gritava mais, se era eu ou os adolescentes”. 

  

 

Gilcelia Maria Dos Santos
Obra Social Dom Bosco, Itaquera (SP) 

Inspetoria Salesiana de Nossa Senhora Auxiliadora

 

COMO TUDO COMEÇOU PARA A GILCELIA

“Foi a vontade de poder ajudar as pessoas que se encontravam em situação desfavorável, que não conheciam os seus direitos e nem os órgãos competentes para fazer prevalecer os seus direitos. Foi o que me instigou a me tornar uma Assistente Social. Atuo há 8 anos na Obra Social Dom Bosco, mas possivelmente, foi durante a pandemia que a Assistência Social passou por momentos desafiadores. Durante a pandemia, em várias situações, nos tornamos um dos elos mais fortes para a população que estava carente e assustada com os problemas causados pela COVID-19. Porque o distanciamento foi físico, mas não foi social, tivemos que acolher, escutar, mediar, visitar, acompanhar, encaminhar, intervir e garantir um pouco de dignidade devido ao grande número de desempregados.”

DESAFIOS E ALEGRIAS

“O maior desafio, na minha opinião, é o reconhecimento e a valorização da profissão. E a maior alegria é quando conseguimos fazer com que os direitos dos nossos atendidos sejam garantidos. Através da nossa formação técnica e metodológica, podemos orientar a população em situação de vulnerabilidade a se reintegrar à sociedade de maneira justa e igualitária.”

   

 

Maria José de Andrade Freire Rodrigues

Centro Social Madre Mazzarello, Porto Velho (RO)

Inspetoria Salesiana Nossa Senhora da Amazônia

 

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“Ficou mais visível aos olhos públicos e privados a sua importância [do Assistente Social] em praticamente todos os serviços oferecidos à sociedade de um modo geral. Ficou bem claro que foi e é um profissional essencial no enfrentamento a pandemia. Fazer doação é fácil, difícil é doar-se! Aprendi na pandemia quando participei do projeto ‘É tempo de amar e servir’, promovido pela igreja, onde atendia os moradores de rua. Fui ser voluntária na desinfecção dos banheiros a cada utilização pelos atendidos e refleti como é difícil se doar, mas foi uma experiência que me ajudou muito a exercitar a empatia. Foi  uma experiência  inesquecível!”

AGORA SIM, ASSISTENTE SOCIAL!

“Uma senhora de 60 anos queria ter direito a uma aposentadoria, sem ter contribuído com a previdência. Revoltada, dizia que só iria me reconhecer como Assistente Social no dia em que estivesse aposentada, então ela falava bem alto e para várias pessoas na obra durante cinco anos, até chegar o tempo de ter direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Hoje ela se diz feliz e que antes eu não era Assistente Social, pois não conseguia sua a aposentadoria.”

   

 

Nivea Jaqueline Manoel

Centro Salesiano do Adolescente Trabalhador (CESAM-MG), Belo Horizonte (MG)

Inspetoria Salesiana São João Bosco

 

COMO TUDO COMEÇOU PARA A NIVEA

“Minha decisão de ser Assistente Social nasceu quando eu comecei a enxergar a realidade social ao meu derredor, minha família sempre contribuiu em caráter caritativo e nos ensinou isso, mas era pontual e hoje eu entendo ainda mais que era de forma assistencialista. Eu tenho uma sobrinha que, naquele tempo, trabalhava no Conselho do Idoso de Belo Horizonte e ela me falava do quanto os idosos, bem como os demais públicos prioritários que ela tinha acesso pelos outros conselhos, sofriam devido a muitas violações de direitos. Por isso, meu intuito sempre foi trabalhar nestes locais em prol da garantia da dignidade daqueles que mais precisam. Em 2013, eu iniciei o estágio no CESAM-MG e, após a formação na faculdade, vim trabalhar com crianças, adolescentes e jovens, trabalho esse que me conquistou e hoje não é só atuação profissional, mas sim Missão.”

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“Durante a pandemia, a atuação dentro do âmbito social foi crucial e de uma relevância que trouxe ainda mais confirmação de que nós precisamos ampliar e fortalecer nossa luta em prol da garantia e da defesa de direitos dos nossos atendidos que, na maioria das vezes, não são só carentes de bens materiais, mas também de informação e de orientação. No CESAM-MG, em especial, foi um período sem descanso e nossa ação estratégica foi pautada no acompanhamento das famílias de forma ainda mais incisiva, além do apoio e suporte às mesmas na alimentação, concedida através da entrega de cestas básicas, no encaminhamento, na intervenção e escuta que, por testemunho dos próprios atendidos, fez muita diferença.”

LEGALMENTE ADOTADA E JOVEM APRENDIZ DO CESAM

“Uma vez atendi no CESAM-MG uma adolescente que, com um ano de idade, havia sido entregue pela mãe à vizinha. Segundo ela, era somente alguns minutos para comprar uns pães, e ela foi embora. Desde então, a menina foi cuidada por essa vizinha que nunca buscou resolver a situação com receio de perder o vínculo ou que a mãe retornasse e pegasse a guarda de volta. Já havia se passado 15 anos do abandono da mãe, então nós orientamos e encaminhamos essa vizinha, visto que é necessário um responsável legal para o adolescente ingressar no trabalho protegido, fizemos o encaminhamento a Vara da Infância e Juventude e, em pouco tempo, a vizinha obteve a guarda legal desta adolescente e foi muito emocionante para nós e para a família. Logo depois, ela ainda foi contratada como Jovem Aprendiz do CESAM.”

  

 

Priscila Pêgo Belisário

Centro Juvenil Salesiano Santa Maria Mazzarello, Linhares (ES)

Inspetoria Salesiana Madre Mazzarello

 

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“Promover o acesso às políticas públicas e oferecer assistência a quem dela é de direito é o que me move. Na pandemia, o trabalho do(a) Assistente Social se tornou ainda mais importante, muitas famílias se depararam com uma nova realidade, o que já era difícil se tornou ainda mais. A nossa Obra foi agraciada com parceiros que realizam até hoje doações de alimentos que beneficiam nossas famílias.”

A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

“A importância se dá a partir do momento em que começamos a ocupar espaços não só de assistência social, mas também nos espaços de gestão, contribuindo nas análises da nova realidade, propondo ações concretas, sejam elas, de prevenção, reparação, na perspectiva do acesso e garantia de direitos. O maior desafio hoje é a busca sistemática por parcerias financeiras. A maior alegria é ver uma criança ou adolescente sendo protagonista da sua própria história, tendo autonomia na sua fala e buscando sempre a garantia de seus direitos.” 

CORRENDO DA MANADA

“Eu não trabalhava na Obra Social, e sim em outra instituição. Era visita domiciliar no interior (roça) e o acesso à casa da família era bem difícil, estrada de chão, muitos morros, até que chegamos na casa. Realizei a visita, mas na volta tivemos que correr de uma manada (risos) e o carro estava um pouco distante da casa. Eu e a psicóloga tivemos até que passar por cerca de arame farpado. Mas chegamos sãs e salvas no carro.”

   

 

Tania Pacheco Paz

Instituto Assistencial Dom Bosco, Guarapuava (PR)

Inspetoria Salesiana São Pio X

 

COMO TUDO COMEÇOU PARA A TANIA

“Sou ex-aluna da instituição na qual trabalho atualmente. Antigamente, era chamado de Instituto Educacional Dom Bosco. Passei boa parte da minha adolescência frequentando os pátios desse lugar. [...] Na época, eu e minha família enfrentávamos muitas dificuldades financeiras. Passar pelo Instituto Dom Bosco e ser Jovem Aprendiz em uma empresa parceira proporcionou a mim e a minha família sonhar mais além. Pela primeira vez eu senti que era possível eu ser alguém na vida, estudar, fazer a diferença. Na época, duas educadoras e uma assistente social me incentivavam a estudar, fazer vestibular e que se eu gostava da área social era para buscar isso. Nos atendimentos com a técnica, percebi que era aquilo que eu queria. Estudar mais sobre questão social e política pública para adolescentes”

A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PANDEMIA

“Durante a pandemia de COVID-19, muitos profissionais estavam na linha de frente e um desses profissionais foi o Assistente Social [...] As crianças e adolescentes ficaram ainda mais suscetíveis aos riscos de desistência escolar, trabalho infantil, abuso e violência física e sexual. A fome aumentou e o desemprego também. Todas essas questões são matéria de Serviço Social, objetos de intervenção. O papel do Assistente Social durante e pós pandemia se tornou cada vez mais necessário e urgente, não somente pela sua prática técnica, mas também pela sua visão dialética, teórico-metodológica e ético-política da realidade social.”

DESAFIOS E ALEGRIAS

“A maior alegria é perceber resultados, em algumas vezes muito singelos, na construção dos direitos e na integridade de toda pessoa atendida: quando um adolescente ou família se reconhece como sujeito de direito, quando é possível contribuir e aliviar o fardo de enfrentarem sozinhos muitas expressões da questão social, quando percebo um trabalho em rede funcionando, quando percebo um adolescente lutando pelos seus sonhos, quando colho pequenas flores pelo caminho, quando consigo, sob a luz do pensamento de Gramsci, ‘causar pequenas rupturas nos sistemas de opressão’ e quando consigo sob a luz de Dom Bosco, fazer compreender que a ‘educação é coisa do coração’. O maior desafio é ter que repetir e repetir e enfrentar dia após dia o desrespeito com a profissão, o assistencialismo tomando lugar da política pública e da garantia de direitos. O desafio é permanecer firme diante de tantas desigualdades e violências, muitas vezes cometias pelo próprio estado e pelos próprios representantes das leis e dos serviços.”

A SALESIANIDADE NA ASSISTÊNCIA SOCIAL

“Quando eu vislumbrava um dia poder trabalhar como Assistente Social, eu sonhava muito em poder contribuir de forma educativa nos serviços. Atuar na política de assistência social sempre foi um desejo, mas a educação social na área da criança e do adolescente sempre me chamou muito. Isso se deve ao fato de eu ter vivido uma experiência de pátio com os educadores salesianos entre os 13 e 18 anos. Trabalhar em uma obra social, especificamente em uma obra social salesiana, significa atuar nessas três esferas de atuação do serviço social: assistência social, educação social e criança, adolescente e juventudes. Um dia entrei nesse espaço como adolescente, retornei como educadora social, voltei novamente como Assistente Social e hoje tenho a oportunidade de dizer que sou a Coordenadora de Projetos do lugar que me impulsionou a sonhar. Esse é meu grande desejo, fazê-los lembrar do seu grande potencial de sonhar e de transformar. Devolver para esta terra aquilo que ela me deu.”  

   

A Rede Salesiana Brasil agradece aos Assistentes Sociais de todo o país, em especial aos/às Assistentes Sociais das presenças Salesianas, por seus inestimáveis esforços em prol da juventude. O comprometimento diário, a dedicação e o apoio de cada um e cada uma são essenciais para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e inclusiva. A formação integral de “bons cristão e honestos cidadãos”, protagonistas de suas próprias histórias passa pelo cuidado de vocês. Obrigada!

Por Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil, com o apoio do Comitê de Ação Social Salesiana

 

Mais Recentes

Rede Salesiana Brasil retoma programa nacional de captação e fortalece atuação das obras sociais

Capta Ação avança com ciclo 2026 e retoma acompanhamento das obras participantes de 2025 A Rede Salesiana Brasil (RSB) deu início a uma nova etapa do seu programa nacional de captação de recursos, o Capta Ação RSB, fortalecendo o trabalho das obras sociais salesianas em todo o país. Enquanto o ciclo de 2026 já está em andamento com as obras selecionadas, o grupo participante de 2025 retomou, nesta semana, os encontros on-line de acompanhamento, marcando um momento importante de alinhamento e continuidade do processo formativo. A iniciativa tem como objetivo apoiar as obras sociais no desenvolvimento de estratégias sustentáveis de captação de recursos, contribuindo para o fortalecimento institucional e a ampliação do impacto social das ações realizadas junto a crianças, adolescentes e jovens. Acompanhamento, avaliação e novos caminhos Durante o encontro de retomada, as obras sociais participantes do ciclo 2025 apresentaram seus planos de captação, revisando metas, estratégias e resultados alcançados até o momento. Também foram analisados os valores já captados, os avanços na redução de custos das inspetorias e os pontos que ainda precisam ser aprimorados para o próximo período. O momento favoreceu a troca de experiências entre as equipes e o fortalecimento de uma cultura de planejamento e monitoramento, elementos essenciais para a sustentabilidade das iniciativas sociais. Mesmo diante de desafios recorrentes, como a ausência de profissionais dedicados exclusivamente à captação em algumas unidades, as obras têm demonstrado engajamento e evolução na aplicação das estratégias propostas pelo programa. Formação e sustentabilidade em rede O Capta Ação RSB se consolida como uma iniciativa estratégica da Rede Salesiana Brasil, promovendo a formação contínua das equipes e incentivando uma atuação mais estruturada, integrada e alinhada às demandas contemporâneas da gestão social. Para a gestora nacional de captação de recursos, Sandra Sahd, o momento é de fortalecimento e confiança no trabalho desenvolvido pelas obras sociais. “Saio do dia de trabalho fortalecida, sabendo que a mensagem segue sendo assimilada e que as obras têm se mobilizado. Mesmo sem estrutura completa, elas estão entendendo seu papel e fazendo sua parte para manter presentes os sonhos que Dom Bosco e Madre Mazzarello tinham com a humanidade — especialmente com os jovens em situação de vulnerabilidade social.” Compromisso com a missão e o impacto social A retomada das atividades do ciclo 2025, aliada ao avanço das ações previstas para 2026, evidencia um movimento nacional cada vez mais articulado e estratégico no campo da captação de recursos dentro da Rede Salesiana Brasil. A iniciativa reafirma o compromisso da RSB com a sustentabilidade das obras sociais, garantindo que cada unidade possa desenvolver suas ações com maior autonomia, planejamento e impacto, sempre em sintonia com a missão salesiana inspirada em Dom Bosco e Madre Mazzarello. Por meio do Capta Ação, a Rede segue mobilizada para fortalecer a promoção humana, a educação e o cuidado com as juventudes, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e comprometida com o bem comum. Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil 

Rede Salesiana Brasil participa da Cerimônia de Certificação do Selo Social Distrito Federal – Ciclo 2025

A Rede Salesiana Brasil (RSB) participou, nesta quinta-feira (12), da Cerimônia de Certificação do Selo Social Distrito Federal – Ciclo 2025, realizada às 14h30, no auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, em Brasília (DF). O evento reconheceu 45 instituições do Distrito Federal que desenvolveram projetos com impactos sociais positivos em suas comunidades ao longo do último ciclo do programa. A RSB é patrocinadora nacional do Selo Social, contribuindo para que organizações da sociedade civil tenham acesso gratuito ao programa, que oferece formação, acompanhamento técnico e ferramentas de monitoramento de impacto social, pelos ODS. Representando a Rede Salesiana Brasil na cerimônia, esteve presente Eduardo dos Santos Batista, gestor social da RSB, que acompanhou a certificação das instituições participantes e o reconhecimento das iniciativas que contribuíram para o desenvolvimento social e comunitário no Distrito Federal. Eduardo dos Santos Batista, gestor social da RSB:“Representar a Rede Salesiana Brasil nesta cerimônia é uma grande honra, também um sinal da importância que damos à articulação institucional voltada ao impacto social. O Selo Social chancela o trabalho desenvolvido por diversas organizações e reforça nosso compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e com a construção de políticas públicas que fortaleçam iniciativas sociais em favor das crianças, adolescentes e jovens.” Ao longo do ciclo, as instituições participantes desenvolveram projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, monitorando e registrando seus impactos sociais por meio da metodologia proposta pelo Instituto Selo Social. No ciclo anterior do programa, foram certificados 194 projetos, que geraram 626 impactos sociais e mais de 193 mil atendimentos à população no Distrito Federal. Além das iniciativas desenvolvidas individualmente pelas organizações, os participantes também criaram projetos coletivos voltados à promoção de direitos, fortalecimento comunitário e melhoria da qualidade de vida das populações atendidas. Entre as iniciativas desenvolvidas estiveram projetos voltados à educação cidadã, promoção da cultura de paz, incentivo à prática de atividades físicas e ao cuidado com a saúde emocional, empoderamento feminino, formação para captação de recursos e ações de sustentabilidade, como a criação de hortas comunitárias. A parceria da Rede Salesiana Brasil com o Instituto Selo Social ocorre desde 2017, consolidando este trabalho voltado à capacitação de organizações sociais, ao desenvolvimento de projetos de impacto e ao fortalecimento da incidência institucional em temas ligados aos direitos de crianças, adolescentes e jovens. Ao apoiar o programa em nível nacional, a RSB reafirmou seu compromisso com a promoção do bem comum, incentivando iniciativas que contribuem para a transformação social e para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e sustentável.

S.O.S Chuvas: Nossa corrente de solidariedade continua em Resende (RJ)

Em momentos desafiadores, a força da nossa comunidade se revela no cuidado com o próximo. Diante dos impactos causados pelas fortes chuvas recentes, o Colégio Salesiano Resende, em uma iniciativa de cooperação com a Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Igreja Matriz), uniu forças para oferecer suporte às famílias desabrigadas e desamparadas de Resende e toda a nossa região. Um gesto que faz a diferença Estamos imensamente gratos pela resposta rápida da nossa comunidade. Graças à solidariedade de muitos, já conseguimos arrecadar inúmeros itens que já estão fazendo a diferença na vida de quem mais precisa. Este é um reflexo direto do espírito generoso que define a família salesiana e a nossa cidade. No entanto, as necessidades das famílias atingidas ainda são significativas, e nossa mobilização continua firme. Como você pode continuar ajudando Para que possamos seguir auxiliando nossos vizinhos e amigos, continuamos recebendo doações de: Itens de higiene pessoal; Materiais de limpeza; Alimentos não perecíveis; Roupas em bom estado. Pontos e Horários de Coleta Para facilitar a sua entrega, reforçamos os nossos pontos de coleta: 1. Colégio Salesiano Resende (Jardim Jalisco) Na Portaria: Todos os dias, das 07h às 20h. Na Capela: Segunda a sábado: das 18h às 20h. Domingos: das 08h às 10h e das 18h às 20h. 2. Paróquia Nossa Senhora da Conceição Igreja Matriz (Centro Histórico). 3. Comunidade Santíssima Trindade Bairro Parque Ipiranga. Cada item doado é um alento para quem atravessa este momento difícil. Convidamos todos a manterem essa corrente de solidariedade ativa. Juntos, somos muito mais fortes para reconstruir o que for necessário. Contamos com a sua colaboração! Fonte: Inspetoria São João Bosco

Receba as novidades no seu e-mail

Somos Rede
O futuro que você merece

Siga a RSB nas redes sociais:

2026 © Rede Salesiana Brasil