Oficina de Apoio Sociofamiliar do CESAM Goiânia discute impactos do uso excessivo de telas
03/04/2025

Oficina de Apoio Sociofamiliar do CESAM Goiânia discute impactos do uso excessivo de telas

Oficina de Apoio Sociofamiliar do CESAM Goiânia discute impactos do uso excessivo de telas

No último sábado (29/03), o Centro Salesiano do Aprendiz (CESAM) de Goiânia promoveu a primeira Oficina de Apoio Sociofamiliar de 2025, que acontece periodicamente com os responsáveis dos jovens atendidos pela instituição. De acordo com a assistente social Rosana Santana, o evento é uma oportunidade para as famílias conhecerem melhor o Programa de Socioaprendizagem, compartilharem experiências e receberem apoio social especializado. “Isso contribui significativamente para os aprendizes, oferecendo um espaço seguro e acolhedor para desenvolvimento integral. Aqui, abordamos uma variedade de temas, como adolescência, educação familiar, saúde e bem-estar, geração de renda e direitos e cidadania.”

O tema desta edição foi “Saúde Mental: Vícios nas Tecnologias”, discutindo os impactos do uso excessivo de telas no comportamento das novas gerações. Para conduzir o assunto, o evento recebeu a psicóloga, mestre e doutora em Psicologia, Maíra Lopes Almeida. A palestrante é pós-doutora, professora e integrante do Centro de Estudos, Pesquisa e Extensão do Adolescente (CEPEA) da Faculdade de Educação (FE) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Também é membro do grupo de trabalho sobre uso consciente de telas por crianças e adolescentes do Conselho Federal de Psicologia.

A psicóloga explica que os smartphones e tablets trouxeram uma nova forma de uso das tecnologias e consumo de informações que antes não existiam com os aparelhos mais tradicionais. “Quando tínhamos só o rádio e a TV existia um tempo de espera. Se a gente perdesse um determinado programa, precisaria esperar a próxima semana ou uma reprise, por exemplo. Agora, não esperamos mais. Existem os streamings e o YouTube que tem instantaneamente aquele programa que estávamos procurando. Essa redução do tempo de espera pode fazer com que diminua também a tolerância à frustração. Então, passamos a ter uma dificuldade de lidar com o não e com o tempo ocioso.”
Segundo Maíra, outra característica das novas tecnologias que também contribui para os efeitos negativos no comportamento dos jovens e adolescentes é a diversidade de conteúdo. “Nos aparelhos anteriores a gente tinha opções limitadas. Agora, temos uma multiplicidade de opções que, juntamente com essa instantaneidade, faz com que tudo seja para agora. Isso é algo que nos preocupa muito em relação aos efeitos do uso excessivo de telas. Existe uma série de informações erradas que vão circulando, como por exemplo que essas telas nos deixam mais inteligentes. Na verdade, elas trazem uma série de riscos, como o cyberbullying e o próprio vício em tablets e celulares.”

Para a palestrante, a Oficina de Apoio Sociofamiliar foi uma oportunidade para compartilhar conhecimentos importantes com os responsáveis de adolescentes e jovens que podem estar vivenciando os efeitos prejudiciais das telas. “É muito difícil fazer com que o conhecimento científico chegue às famílias porque, em geral, é um tema que fica restrito às produções acadêmicas e aos profissionais de saúde. Então, ter este momento com as famílias é crucial para que o conhecimento científico chegue a elas e faça com que sejam nossas parceiras em prol desse objetivo, que é usar as telas de modo mais saudável possível.”

A psicóloga ressalta a importância de as famílias serem também exemplo para os jovens no uso consciente das tecnologias, promovendo a redução presença delas na rotina de todos. “Para a gente atingir os adolescentes, primeiro atingimos as famílias. Nós percebemos cada vez mais como as telas tem participado da vida da família, estando nos momentos de refeição e antes de dormir. Então, para pensar em uma redução de tempo de tela, a gente precisa fazer isso em torno de um objetivo compartilhado que envolva toda a família.”

Com público estimado em 220 participantes na edição, Rosana ressalta a importância da Oficina de Apoio Sociofamiliar para fortalecer três pilares da instituição: cooperação para o desenvolvimento; gestão social e atuação em rede; fortalecimento da família. “A colaboração com voluntários promove o engajamento da comunidade e a diversidade de habilidades que podem enriquecer o conteúdo das oficinas. Essa parceria com o CEPEA/FE/UFG, por exemplo, fortalece a rede de apoio. Além disso, através dos assuntos abordados coma família, os jovens fortalecem vínculos, desenvolvem talentos e habilidades, recebem apoio emocional e acessam informações, prevenindo situações de risco e garantindo o protagonismo juvenil.”
Denise Norma Przybylski é mãe da aprendiz Maria Gabriela Przybylskie acredita que a Oficina de Apoio Sociofamiliar é uma oportunidade para as famílias terem acesso a temas importantes para a formação juvenil. “Essas palestras que o CESAM Goiânia ministra apresentam um esclarecimento maior para os pais. Acredito que hoje nós estamos nos distanciando dos nossos filhos, até por conta de toda essa rotina que estamos vivendo. Acabamos deixando que os nossos filhos se entreguem às telas e a psicóloga deixou muito bem claro quais são os sintomas e as causas. Eu tive um aproveitamento de mil por cento. Valeu muito a pena e é muito importante para todos os pais aproveitarem esse momento.”
Ex-aprendiz do CESAM Goiânia, Fábia Ebbing é responsável do aprendiz Matheus Moraes Lemes e elogia a experiência com as famílias que a instituição promove. “Há nove anos atrás, eu fui aprendiz aqui e hoje vim representando um adolescente. A gente vê, como um adulto responsável, a importância que tem em cada detalhe com o uso das telas, celulares e tablets o tempo todo. Foi um momento muito importante para sabermos a influência que isso gera na vida do adolescente que está ali descobrindo sua vida, sua carreira e o mercado de trabalho. Achei um encontro bastante produtivo e muito importante mesmo.”

Além de evitar as tecnologias antes de dormir e nos momentos das refeições, Maíra ressalta a importância de as famílias discutirem entre si um plano de uso em comum. “A gente recomenda que as tecnologias não sejam utilizadas como forma de reforçamento do tipo ‘eu te dou as telas se você fizer isso’. É importante que as famílias também tenham momentos juntos livres de celulares e tablets, como em uma visita à casa da avó, por exemplo. Vale lembrar também que saiu recentemente um guia do Governo Federal com informações mais aprofundadas.”

Lançada no início do mês, a publicação “Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais” é um guia do governo que aborda orientações sobre o uso de telas por crianças e adolescentes. O documento segue a Lei nº 15.100/2025, que restringe a utilização de celulares pelos estudantes nas instituições de educação básica durante as aulas, recreios e intervalos. Segundo a publicação, os adolescentes (12 a 17 anos) devem utilizar dispositivos eletrônicos, aplicativos e redes sociais sempre com acompanhamento familiar ou de educadores. O guia completo está disponível aqui.

Fonte: Inspetoria São João Bosco

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