Instituições Salesianas do Brasil Contra o Câncer
04/02/2023

Instituições Salesianas do Brasil Contra o Câncer

Instituições Salesianas do Brasil Contra o Câncer

Anualmente, no dia 04 de fevereiro, é celebrado o Dia Mundial Contra o Câncer. Esta é uma iniciativa global organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que busca aumentar a conscientização e a educação mundial sobre a doença, além de influenciar governos e indivíduos para que se mobilizem pelo controle do câncer. 

No Brasil, Instituições Salesianas tem se dedicado a campanhas e pesquisas que apoiam e conscientizam a população sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento correto do câncer. Confira algumas das ações:

 UNIVERSIDADE CATÓLICA DOM BOSCO (UCDB), Campo Grande (MS) 

Duas pesquisas desenvolvidas na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande (MS), dão esperança para o tratamento de alguns tipos de cânceres com alta incidência na população. Uma delas buscou a purificação de uma proteína do veneno da serpente do Cerrado (espécie Bothrops moojeni, popularmente conhecida como caiçaca), enquanto a outra focou na utilização de peptídeo extraído do veneno do escorpião da espécie Titius serrulatus.

Veneno de serpente contra câncer colorretal e sarcoma muscular

O pesquisador do programa de Biotecnologia da UCDB, Dr. Breno Emanuel Farias Frihling, e o orientador de pesquisa e professor da UCDB, Dr. Ludovico Migliolo, apostam nas proeteínas do veneno da cobra caiçaca. “Observamos que a proteína apresenta uma atividade antitumoral contra linhagens celulares de câncer colorretal e um tipo de sarcoma (câncer) que afeta o tecido muscular. Precisamos realizar mais testes para poder afirmar qualquer tipo de aplicação. Porém, percebemos que a fosfolipase, a princípio, não apresenta uma atividade agressiva contra células do sistema nervoso (chamadas de micróglias), mas apresentou atividade antitumoral, indicando que essa proteína apresenta uma seletividade maior para células tumorais”, diz Dr. Breno.

“Essa pesquisa tem uma importância enorme dentro de Mato Grosso do Sul e, dependendo do avanço e investimento que obtivermos para os próximos testes, ela terá uma amplitude internacional, pois, de acordo com a OMS, até 2050, o câncer vai ser o segundo maior índice de mortalidade no planeta, só perdendo para as infecções hospitalares. A gente acredita que, fazendo pesquisa, disponibilizando para as indústrias métodos que identifiquem moléculas com especificidade e atividade diante de diversos alvos, se torne algo diferencial e, dessa maneira, a gente cresça e ajude ainda mais a população a ter uma qualidade de vida em termos de saúde”, aponta Dr. Ludovico.

Veneno de Escorpião contra câncer de pulmão

Orientada pelo Dr. Cristiano Marcelo Espínola Carvalho, líder do Núcleo de cultura de células na UCDB, a médica veterinária Dra. Simone Camargo Sanches concluiu e defendeu sua tese no Programa em Biotecnologia e Biodiversidade da Rede Centro-Oeste. O foco foi uma proteína do veneno do escorpião mais comum encontrado nas áreas urbanas. “Temos a cultura de cinco linhagens de células tumorais nos laboratórios da UCDB: cólon, endométrio, colo de útero, rabdomiossarcoma e pulmão. Fizemos testes utilizando um peptídeo desenhado racionalmente que é baseado na sequência do veneno do escorpião em todas elas e os melhores resultados foram contra o de pulmão, que apresentou uma seletividade boa, isto é, ele atacou as células tumorais e preservou as células saudáveis”, relatou. A descoberta gerou o registro de uma patente e a expectativa da pesquisadora é dar continuidade aos estudos.

    

 HOSPITAL NOSSA SENHORA AUXILIADORA, Três Lagoas (MS) 

As manifestações das datas de prevenção e tratamento do câncer do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora (HNSA), em Três Lagoas (MS), referem-se a projetos de cuidados, prevenções e informações sobre o câncer de mama, câncer de próstata e câncer de pulmão, os que mais acometem a população em geral. As campanhas são realizadas pela equipe multidisciplinar do HNSA, para pacientes e colaboradores, através de palestras com médicos e informativos interno.

O impacto é para centenas de pessoas que realizam o tratamento no Centro de Oncologia do Hospital Auxiliadora e também aos seus familiares e colaboradores do hospital que recebem orientação sobre sintomas e as prevenções contra a doença. Atualmente, são atendidos cerca de 700 pacientes todos os meses que realizam: quimioterapia, hormônioterapia e atendimento ambulatorial. 

Confira a matéria sobre a Campanha Agosto Branco, mês de conscientização contra o câncer de pulmão, que o HNSA concedeu à equipe TVC de Três Lagoas: clique aqui.

Confira a matéria sobre o Dia Mundial Contra o Câncer, também concedida pelo HNSA à equipe da TVC de Três Lagoas: clique aqui.

  

 INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA (ISECENSA), Campos dos Goytacazes (RJ) 

Os Institutos Superiores de Ensino do CENSA (ISECENSA), em Campos dos Goytacazes (RJ), participam da Campanha “Campos Doe Medula”, estimulando para que alunos e professores de todos os cursos possam receber orientações e esclarecimentos sobre a doação de medula e a importância do gesto. Todos são orientados através de palestras do grupo voluntário que lidera o projeto e, após as orientações e esclarecimentos, todos são convidados a participar da doação de sangue para que seu material faça parte do banco de doação de medula nacional.
Os professores e alunos do ISECENSA se mobilizaram e mobilizaram também suas famílias, obtendo excelentes resultados no aumento significativo de amostras de sangue para o banco nacional, contribuindo para o rastreio de doadores de medula para pacientes portadores de câncer de medula. Participam do projeto mais de 100 doadores do ISECENSA.

  

 FACULDADE CATÓLICA SALESIANA, Macaé (RJ) 

Nos meses de outubro e novembro, por meio da Pastoral Universitária da Faculdade Católica Salesiana, em Macaé (RJ), foram realizadas atividades em torno dos movimentos mundiais de saúde: “Outubro Rosa” e “Novembro Azul”, campanhas criadas para alertar a população de que a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e de próstata são essenciais para evitar a alta mortalidade de mulheres e homens.

A equipe da Pastoral Universitária organizou uma acolhida diferenciada para os estudantes em dois momentos simples e especiais, para sensibilizar sobre a importância das campanhas. No dia 25 de outubro, o grupo vestiu-se de rosa e preparou uma recepção ao som de música ao vivo. Na oportunidade, os acadêmicos receberam um laço cor-de-rosa (símbolo da Campanha) e palavras de incentivo ao autocuidado e à prevenção da doença. Para o “Novembro Azul”, uma ação semelhante foi realizada no dia 08 de novembro, dessa vez direcionada aos alunos, com informações sobre o câncer de próstata e cuidados na sua prevenção.

A Diretora Geral da Faculdade Católica Salesiana, Ir. Carmelita Agrizzi, conta que a vida clama por cuidado. “Tudo isso é cuidar da Casa Comum, como diz o Papa Francisco. Dom Bosco tem essa preocupação e nos direciona às nossas ações, por isso nos encontramos semanalmente, para sermos presença de alegria e acolhida a todos e todas”, explica a diretora, referindo-se aos encontros da equipe todas às terças-feiras, momentos em que as atividades são preparadas e organizadas. “Já que falamos de prevenção, é preciso trocar ideias com os jovens, incentivar o cuidado do corpo e da saúde. Quanto mais informação, incentivo e apoio eles receberem, mais resultados teremos com essas campanhas”, completa a professora e coordenadora da Pastoral Universitária, Jônia Quédma.

   

O desenvolvimento de diversos tipos de câncer pode ser evitado a partir de ajustes simples na rotina como a adoção de hábitos saudáveis de vida como praticar exercícios físicos, evitar o consumo de álcool, não fumar, evitar a exposição ao sol nos horários críticos (das 10h às 16h) e, principalmente, manter os exames em dia. O diagnóstico precoce pode salvar vidas.

Fonte: Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil

 

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Ex-aluna do UNIFATEA desenvolve pesquisa sobre câncer de mama em universidade dos EUA

Natural de Lorena/SP, bióloga trilhou trajetória acadêmica da escola pública ao doutorado direto na USP, com período de pesquisa em Ohio Natural de Lorena (SP) e formada em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Teresa D’Ávila - UNIFATEA, Letícia Fernandes construiu uma trajetória acadêmica marcada pela dedicação à ciência e pela atuação em pesquisas de impacto na área da saúde. Da escola pública ao doutorado direto na Universidade de São Paulo (USP), a pesquisadora hoje atua com foco no estudo do câncer de mama e no desenvolvimento de novas possibilidades de diagnóstico e tratamento. A escolha pela Biologia, segundo ela, não foi imediata. “Eu não tinha certeza do curso que queria fazer. Pensava em Engenharia Bioquímica, sempre gostei muito dessa área da ciência. Mas meu pai sempre via meu interesse por Biologia no ensino médio e sugeriu que eu conhecesse o curso”, relembra. Após assistir às apresentações de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) em 2016, decidiu ingressar no curso de Ciências Biológicas no UNIFATEA, iniciando a graduação em 2017. Durante a formação, Letícia atuou como aluna de iniciação científica nas áreas de microbiologia aplicada, sob orientação da professora Dra. Aline Francisca De Souza, e também em zoologia e educação, com o professor Dr. Ricardo Mendonça Neves Dos Santos. Além disso, desenvolveu pesquisa em biotecnologia industrial na USP-Lorena e participou de cursos e estágios voltados à biotecnologia humana. “O biólogo pode atuar em muitas áreas. No começo, a gente acha que é só cuidar de animais, mas existem diversas possibilidades, principalmente nas áreas da saúde, biodiversidade, meio ambiente e biotecnologia”, destaca. Foi justamente na biotecnologia humana que encontrou sua principal área de interesse. “Sempre gostei de genética e bioquímica. Dentro dessa área, podemos fazer inúmeras coisas, tanto dentro quanto fora do laboratório.” Em 2020, realizou estágio de aperfeiçoamento no Laboratório de Biomoléculas e Sinalização Celular da USP-SP. Na sequência, ingressou no mesmo laboratório no Doutorado Direto pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, com bolsa CAPES (nota 7), sob orientação da Dra. Ana Claudia Oliveira Carreira. Sua pesquisa de doutorado teve como foco o estudo de vesículas extracelulares no microambiente tumoral do câncer de mama triplo negativo, um dos subtipos mais agressivos da doença. O objetivo foi compreender o perfil molecular dessas estruturas e suas possíveis aplicações em diagnóstico e tratamento. Além disso, investigou o papel da proteína CD90 como potencial alvo terapêutico para o câncer de mama. Em 2024, Letícia realizou parte do doutorado na Case Western Reserve University, em Cleveland, Ohio (EUA), sob orientação do Dr. Umut A. Gurkan. No período, trabalhou com sistemas microfluídicos para modelagem do microambiente tumoral, ampliando a experiência internacional e o aprofundamento científico na área. A trajetória da Letícia evidencia o papel da formação acadêmica e da iniciação científica no desenvolvimento de profissionais preparados para atuar em pesquisas de relevância nacional e internacional.   Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida - BAP

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